
procuro na janela dos teus olhos um jardim gasto
percorrido pela cólera
onde o horizonte seja decalcado do teu nariz e o caule das borboletas a ponte para ti...
na evasão étera do horizonte de pólen
perduram os olhos nas petalas que fecham com a ausência de luz, no declínio do ocaso da tua boca
hoje que respiramos da mesma boca, partilhando as mesmas asas, purgamos a língua
amamentando as aves
delineando o rasto de vento
lambendo as raízes dos passos das flores voadoras
(já não gosto de ti...
amo-te...)